
"A paternidade começa quando o bebé ainda está na barriga da mãe" (Rochelle Roffino).
Já começa a ser normal ouvir-se falar sobre a importância que o PAI tem na gravidez. De facto, é de grande importância o PAI da criança acompanhar a MÃE durante a gravidez e depois do nascimento do tão esperado bebé!
MAS! A sua importância não se encontra apenas na atenção, paciência, responsabilidades e dedicação. Esquecemo-nos que o PAI, tal como a MÃE, também se encontra numa fase de adaptação e também precisa de atenção e de apoio.
Afinal, o PAI também passa pela gravidez. Ou seja, a gravidez não é apenas o processo para a formação do feto, mas sim um estado emocional e interactivo que envolve a mãe e o pai na ansiosa espera pela chegada do desejado bebé, que simboliza a união do casal e fruto do amor.
Ouve-se falar muito em Depressão Pós-Parte nas mães, no entanto, começa a ser cada vez mais frequente nos pais, visto que também passam por dificuldades na adaptação à mudança inerente ao nascimento.
Pois é! A primeira grande consulta ao médico. Muitos pensam: "é coisa de mulheres". Mas não! O PAI deve estar presente em todas as consultas e exames da mãe, bem como na frequência dos cursos de preparação para o nascimento. Estes cursos podem ser benéficos no esclarecimento de dúvidas que tanto os pais como as mães têm e na preparação e adaptação para o nascimento do bebé.
A partir dos 4 meses o bebé já começa a ouvir. O toque do pai na barriga da mãe, a voz tranquila e terna são factores que vão ajudar o bebé a reconhecer a voz do pai depois do nascimento.
O PAI pode estar convicto que o bebé está a receber o "carinho" e as "palavras" transmitidas. A parede do abdómen e do útero não são obstáculos para este acesso. Hoje, está comprovado que o feto recebe e percebe os sons, as temperaturas, a luz e os movimentos externos que ocorrem próxima à parede abdominal da grávida. Portanto, queridos PAIS, o diálogo com o futuro bebé é totalmente viável. Conversem!
Aproveito para dar os parabéns aos papás e às mamãs "grávidos" :)



